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Hakone no Japão. Lago Ashi tendo o Monte Fuji como cenário e com o Open Air Museum tão perto!| Hakone in Japan. Lake Ashi has as a background Mount Fuji and is so close to the Open Air Museum!

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                                                                                                    English after the Portuguese

Hakone, na província de Kanagawa devido à sua proximidade com Tóquio -100km – é apontado como a principal estância turística escolhida pelos residentes da metrópole.

Onde podemos encontrar, para além de outras actividades, a possibilidade de vermos o Monte Fuji se o tempo assim o permitir.

E o Monte Fuji é um dos símbolos do Japão e adorado pelos Japoneses.

E eu escolhi o belo Lago Ashi.

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Tudo gira à volta do lago e das vistas que o mesmo nos proporciona. Uma área muito relaxada e tranquila.DSC_0307 (2)

Das actividades disponíveis, tomar banho no lago não é uma delas, embora seja apetecível. Nem no verão com bastante calor juntamente com uma humidade imensa vemos pessoas a banharem-se no lago!

Os Japoneses não têm o culto dos banhos nos lagos, rios ou mar. Para banhos o que gostam é dos Onsen (banhos termais) e Hakone também é conhecido precisamente por isso.

(Para saber mais sobre os Onsens deixo o link de outro local no Japão que visitei onde os Onsens fazem parte do quotidiano dos japoneses.)

https://travelfeedback.site/2017/09/27/onsens-no-japao-japan-onsens/

Em Hakone, hotel que se preze oferece aos hóspedes um Onsen de águas minerais e termais de excelente qualidade e com componentes terapêuticos.

Os hotéis na zona virados para o lago são de qualidade superior e não são baratos.

Foi inclusive o hotel mais caro onde fiquei durante a minha estadia no Japão.

 

Na estação de comboio de Odawara a mais usada para se chegar ao lago é onde podem e devem comprar o Hakone Free Pass. Após o primeiro passeio de barco mais o teleférico e mais uma viagem de autocarro o Hakone Free Pass fica pago.

Eu comprei um passe de dois dias sem o comboio de Tóquio para Hakone incluído porque já tinha o Japan Rail Pass. Pode parecer caro, mas não é. Já vão perceber porquê!

Na zona não há outro meio para nos movimentarmos para além do autocarro, pequenos comboios, teleférico, barcos e táxis. Só o uso dos táxis não está incluído no Hakone Free Pass. Toda a rede de transportes está estruturada e pensada para quem visita Hakone e como em todos os transportes públicos no Japão, também aqui,  funciona muito bem!

Eu só consegui ver o Monte Fuji no segundo dia e há quem se vá embora e não consiga vê-lo. Se o vosso propósito é só ver o Monte Fuji na Estação de Odawara no local onde se compra o Hakone Free Pass perguntem se nesse mesmo dia o Monte Fuji vai estar visível e eles respondem com toda a sinceridade e assim podem decidir se vale a pena ou não a visita.


Escolhi um Hotel precisamente para estar em frente do Lago Ashi com o Monte Fuji como cenário. Também fica ao lado do pequeno porto onde saem os barcos para se passear no lago e a paragem de autocarros fica a dois passos.

E aqui tudo está virado para a natureza. E que lindo que é!                              

Hotel austero por fora mas muito funcional por dentro. Quartos amplos com janelas panorâmicas onde a vista do quarto para o lago e para o Monte Fuji nos deixa DESLUMBRADOS!

O Hotel oferece aos hóspedes desde a possibilidade de fazer passeios pelo lago em caiaque, os Onsens, como também tem disponível um serviço de shuttle que nos vai buscar e levar à estação de comboio mais perto e que fica a 30 minutos do hotel.

O nome da estação é Odawara onde chegam e saem o shinkansen (comboios bala) é o ideal também para usufruirmos do shuttle gratuito do hotel que só vai precisamente a esta estação. Atenção que embora gratuito temos que fazer uma reserva antecipada directamente com o hotel por email ou por telefone.

O nome do hotel é Hakone Hotel  http://www.hakonehotel.jp/

O Lago tem uma área de 7,1 km e podemos fazer passeios de barco confortavelmente instalados. No meu caso fiz numa réplica de um barco pirata no qual atravessei o lago até ao local onde fiz o primeiro passeio de teleférico!

E que vistas maravilhosas, dramáticas, mas maravilhosas.

Este teleférico leva-nos até Owakudani com paragens pelo meio para apreciar as vistas e com sorte e se o tempo o permitir vê-se claramente o Monte Fuji.

Owakudani é a cratera que foi criada pela última grande erupção no Monte Hakone. Parece um submundo.

Owakudani também é conhecido pelos seus saudáveis ovos pretos aos  quais dizem os entendidos que adicionam 7 anos de vida a quem os come – já ganhei mais 14 anos de vida – comi dois ovos pretos cozidos nas águas da cratera. E não digo ao que sabem tem mesmo que experimentar!

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Podemos chegar e sair de Owakudani por dois lados. Sempre de teleférico que foi o que eu escolhi. Apanhei-o no Lago Ashi, subi até à cratera e sai da cratera noutra direcção também num teleférico e mais um pequeno comboio para ir almoçar à pequena vila de Gora.

O autocarro é a outra opção. Notem que se por algum motivo estiver a haver erupções mais intensas encerram o teleférico. Aconteceu no meu segundo dia na zona. E durante o passeio de teleférico ao passarmos por cima da cratera dão-nos uma máscara para pôr porque o cheiro a enxofre pode ser intenso. (não faz mal, mas o cheiro não é agradável)

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Podemos fazer um passeio pelo Tokaido que foi a primeira estrada policiada no Japão e que ligou Tóquio com Kyoto na período Edo. Antes do Tokaido, viajar era considerado bastante perigoso e só bandidos e samurais o faziam. Esta estrada é importante porque ajudou o Japão ao possibilitar o turismo e o comércio possíveis para todos.

O posto de controle de quem andava pelo Tokaido foi recriado e chama-se Hakone Checkpoint. Ainda é possível fazer uma caminhada pelo Tokaido de cerca de 60 a 90 minutos na estrada antiga original ladeada por cedros e pedra antiga e escorregadia!

                             Houve no entanto dois passeios que gostei bastante!

O primeiro foi visitar o Templo Xintoísta que fica no sopé do Monte Hakone em frente do lago e com o seu magnífico Torii como porta de entrada para quem vem pelo lago (água).

Contornando o lago podemos fazer um caminho pelo meio de árvores antigas (cedros) ladeado por lanternas vermelhas. É MÁGICO!


Mas o que eu mais gostei na área e que me apanhou de surpresa pela positiva porque não estava à espera do que ia encontrar e também porque para lá chegar tive que utilizar a Hakone Tozan!  

E o Hakone Tozan é a linha ferroviária mais antiga do Japão que circula por um caminho estreito através da floresta densa com pequenas pontes e velhos túneis de montanha. Anda devagar e só tem uma linha mas é uma boa maneira de se ver as montanhas da área e conhecer as pequenas estações onde vai parando.

Numa dessas estações saí e voltei a entrar. Fui a um café local, no meio das montanhas, um espaço simpático com uma pequena galeria de arte e uma lojinha de artigos em madeira e onde as mesas estão dentro de águas quentes e termais no exterior do espaço onde podemos pôr os pés (de molho) dentro de água enquanto tomamos um café e comemos um gelado.  

Chama-se Naraya Café e a estação de comboio é a de Miyanoshita.

Volto ao comboio e chego à estação de Chokokunomori e mais 3 minutos a pé e estamos no Hakone Open Air Museum.

Um museu no meio do nada (literalmente) onde nos é oferecido obras de arte monumentais, assinadas, colocadas estrategicamente no meio da montanha em cima da relva e com caminhos pelo meio.

Também nos oferece um magnífico espaço interior com obras de Picasso!

O museu deixou-me boquiaberta. Não só pela qualidade das peças expostas como pela maneira como elas estão espalhadas por todo o recinto, até à originalidade do local!  

De tudo isto a única coisa que não está incluído no Hakone Free Pass é a entrada no museu, ainda assim fazem um desconto aos portadores do Hakone Free Pass na entrada do museu. (1400 yenes como o Hakone Free Pass)

Foi o meu caso que comprei um passe de 2 dias que me custou cerca de 4.000 yenes qualquer coisa como 30 euros.

Deixo o link de uma publicação que fiz com dicas acerca do Japão no geral tendo em conta que andei por vários locais. Importante ler para quem tem intenção de visitar o Japão.

https://travelfeedback.site/2017/09/26/japao-japan-dicas-tips/

Mas deixo já uma dica se os próprios japoneses nos dizem que algo vale a pena. Não hesitem é porque vale mesmo a pena. São muito honestos, não nos enganam de forma alguma e com o dinheiro então são muito cerimoniosos!


Due to its proximity to Tokyo (roughly 100 km), Hakone is seen as a tourist resort chosen by the residents of Tokyo.

In addition to other facilities, it offers the possibility of seeing the Mount Fuji (if the weather allows it). It is a must do because Mount Fuji is one of Japan’s national symbols and worshiped by the Japanese people.

With several lakes in the area I chose Lake Ashi, where everything revolves around the lake and the sights it gives us. A very relaxed and quiet area.

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Several activities are available – bathing in the lake is not one of them, not even during summer days. Japanese are not keen of bathing in lakes, rivers or even in the sea. For baths what they like are the Onsen (thermal baths) and Hakone is also known precisely for these.

(To learn more about the Onsens I’ll link a post about another location in Japan that I visited where the Onsens are a major part of the Japanese daily life)

https://travelfeedback.site/2017/09/27/onsens-no-japao-japan-onsens/

In Hakone, a self-respected Hotel offers the guests an Onsen of mineral waters and thermal springs of excellent quality and therapeutic values. Additionally, hotels in the area facing the lake are not cheap. It was the most expensive hotel I stayed in, during my entire time in Japan.

At the Odawara train station, the station mostly used to get to Hakone, you can buy the Hakone Free Pass – whose price is compensated immediately after the first boat ride and  cable car journey. I bought a two-day pass, not including the Tokyo train to Hakone, as I already had the Japan Rail Pass. It may seem expensive at first, but it is not. In my case I bought a 2 day pass that cost me about 4,000 yen (something like 30 euros).

(Note that the area has no other means to move around beyond buses and small trains, cable cars, boats, and taxis – all included in the Hakone Free Pass, apart from taxis.)

I only got to see Mount Fuji on my second day, which was lucky because there are those that leave Hakone without ever seeing it. If your purpose is only to see Mount Fuji, at Odawara Station you can ask if  Mount Fuji will be visible on this precise day, and they respond honestly, this way you can decide if the visit is worth it or not.

I chose a Hotel precisely in front of Lake Ashi, that has Mount Fuji as the background. It is also next to the little harbor where boats depart for a stroll on the lake and the bus stop is only two steps away.

The hotel looks very austere on the outside, but it’s very functional inside. Large rooms with panoramic windows, where the view from the room is the lake and Mount Fuji – it leaves us dreaming.

Hakone Hotel is the name   http://www.hakonehotel.jp/

The Hotel also offers guests the possibility of kayaking through the lake, the Onsens, as well ass a shuttle service that will pick us up and take us to the nearest train station which is roughly 30 minutes away from the hotel.

Odawara station, where the shinkansen (bullet trains) arrive and depart from, is also ideal for enjoying the hotel’s free shuttle although it has to be booked directly with the hotel beforehand.

In the lake itself, which has an area of ​​7.1 km, we can take boat trips comfortably installed. In my case I travelled in a replica of a pirate boat – in which I crossed the lake to where I took a cable car ride. And what wonderful, dramatic but wonderful sights I saw.

This cable car takes us to Owakudani, with stops along the way to enjoy the views and with luck (and weather permitting it) you can see Mount Fuji.

Owakudani is the crater that was created by the last major volcanic eruption on Mount Hakone. It looks like the underworld.

Owakudani is also known for its healthy black eggs, which experts say adds 7 years of life to those who eat them. By this logic, I have already gained 14 extra years of life – because I ate two black eggs cooked in the waters of the crater.

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There are two ways of getting to Owakudani – cable Car is what I chose. I got on it in Lake Ashi, climbed up to the crater and got out there to take another cable car that took me to the small village of Gora – where I had lunch. but be warned that if for some reason there are more intense eruptions the cable cars do not operate. The bus is the other (more secure) option. During the cable car ride as we pass over the crater they give us a mask to put on because the sulfur smell can be intense – although it’s harmful, it smells really bad.

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We can take a walking tour of the Tokaido, which was the first policed ​​road in Japan that linked Tokyo with Kyoto during the Edo period. Before the Tokaido travelling was considered quite dangerous and only thugs and samurai did it. This road was important because it helped Japan by making tourism and trade possible for all.

The control post, where those who walked through the Tokaido were inspected, was recreated and is called the Hakone Checkpoint. It is still possible to take a walk on the Tokaido, that lasts about 60 to 90 minutes, the original old road is lined with cedars and old slick stones.

                             There were two additional tours that I really enjoyed.

The first was a visit to the Shinto Temple which stands at the bottom of Mount Hakone, right in front of the lake. It has a magnificent Torii as the gateway for those who arrive by the water. Skirting the lake we can make our way there, through the middle of old trees flanked by red lanterns. It’s truly magical.

But what I liked most in the area, because it positively amazed me, was the Hakone Tozan. Hakone Tozan is the oldest railway line in Japan that makes a narrow path through the dense forest with small bridges and old mountain tunnels. It rides very slowly and there is only one line, but it’s a good way to see the mountains in the area and to get to know the small stations where it stops.

At one of these stations I got out and went to a local cafe, a nice space with a small art gallery. The tables are outside and have hot and thermal water pools where we can put our feet, all the while having coffee and eating ice cream. It’s called Naraya Café and the train station is the Miyanoshita.

I returned to the train and arrived at Chokokunomori station, where after a 3 minutes walk we arrive at the Hakone Open Air Museum. A museum in the middle of nowhere (literally) where we are offered monumental works of art placed strategically in the middle of the mountain on the grass. The museum offers yet another magnificent space with works by Picasso, which is one of the few interior spaces in the museum. The cafeteria building is also very nice. Overall, the museum left me open-mouthed. Not only for the quality of the exhibits, but also for the way they are scattered all over the grounds and the general originality of the place.

Of all I’ve mentioned, the only thing that is not included in the Hakone Free Pass is the entrance to the museum. Although, there are discounts to the holders of the Hakone Free Pass in the museum. (1400 yenes with Hakone Free Pass)
I link the post I made with general tips about Japan bellow. An important read for someone intending to visit Japan.

https://travelfeedback.site/2017/09/26/japao-japan-dicas-tips/

But here is a tip: if the Japanese themselves tell us something is worth it, do not hesitate because it will be worth it. They’re very honest and do not cheat us at all.

 

 

 

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