Uncategorized VIAGENS | TRAVELS

Marrocos que me supreendeu. Desde Marraquexe até ao Deserto!|Amazing Morocco. From Marrakesh to the Desert!

blogmarra6

The same in English after Portuguese.

De Marraquexe até ao deserto pernoitando num acampamento nómada Berbere tendo como anfitrião precisamente uns simpáticos Berberes!  Entre Marraquexe e o Deserto de Zagora fiquei 5 noites.

Começo por dizer que Marraquexe tem muito de tradicional para oferecer a quem a visita. E que a sua Medina fundada em 1070 está classificada pela Unesco como Património Mundial da Humanidade desde 1985.

                           E a Medina é a parte mais antiga da cidade fortificada,                                                                                    rodeada de uma muralha!

E sabem o que isso significa? Que é um local, uma área ou estrutura que pode ser natural ou artificial reconhecida como de grande importância internacional para a humanidade. E isso não só para nós como também para os que hão-de vir depois de nós!

O povo marroquino é muito amistoso embora não dê muita confiança num primeiro contacto.

Vale a pena ser explorado!

Em Marraquexe é-nos dado a escolher desde o comum dos hotéis e alguns com uma qualidade premiada até aos Riades – e os “Riad”  são as tradicionais casas e palacetes dentro dos centros históricos. Neste caso são dentro da Medina.

Arquitectonicamente são fechadas para o exterior mas sempre com um fresco pátio interior a céu aberto que funciona como jardim. Com uma fonte, uma árvore e com as salas de estar e quartos a dar para o mesmo. Muitos desses Riades foram transformados e preparados para receber hóspedes mantendo as funcionalidades de outrora com as comodidades de agora  (wi-fi e ar condicionado incluído).

                                  E sabem o que a palavra Riad em árabe quer dizer?                                                                                             A resposta é Jardim!

Em Marraquexe, é dentro da  Medina que se encontra a famosa praça Djema el Fna que é o “coração” da cidade e onde tudo acontece.

E acontecem mesmo algumas coisas surreais e muito giras de se ver.

É também dentro da Medina que encontramos alguns dos mais importantes monumentos, restaurantes e o Souk. 

                            Os Souks são os mercados tradicionais do Norte de África.                                                                         E o de Marraquexe é fabuloso!

Perdermos-nos dentro da Medina é comum e o truque é seguir quem parece que conhece os becos e ruelas que a algum lado havemos de chegar.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Como hotéis já conheço muitos. Escolhi um simpático e tradicional Riad para ficar

Quando fiz a reserva no Riad que escolhi e dentro da Medina são dezenas deles, deparei-me com uma escolha nada fácil e com preços que variam exactamente como os que são praticados nos hotéis. Há preços para todos os gostos.

Eu arrisquei a minha escolha baseada na localização, fotos e comentários que li. Estar próximo da famosa Praça Djema El Fna e do Souk era uma prioridade.

marrocos9

Pedi ao próprio Riad quando fiz a reserva para me irem buscar ao aeroporto e ainda bem que o fiz! Poucas são as ruas dentro da Medina onde os carros podem ir. Chega a um certo ponto que já não passam mesmo carros e estamos no meio de ruelas. A primeira vez acompanhada por um simpático funcionário do Riad foi fácil chegar. E só precisei de mais 2 tentativas e com o mapa na mão que o próprio Riade nos fornece e já conseguia andar para lá e para cá sem enganos de dia e de noite. Quando andamos nestes locais é importante prestarmos atenção e decorarmos alguns pontos de referência que nos podem ajudar a encontrar caminhos! Fazer no nosso próprio “mapa mental” resulta muito bem.

E que lindo é o Riad!!! 8 quartos (4 quartos e 4 suites) e chama-se Riad Le Rihani. Fomos muito bem recebidos por todo o staff desde o chefe da cozinha até à recepção! A minha suite era a  “Douria” com todos os apontamentos de outrora. E o terraço do Riad permiti-nos descobrir a Medina por cima!

http://www.riad-rihani.com/

Este slideshow necessita de JavaScript.

Não posso deixar de mencionar que o chefe realmente sabe o que faz. Todas as noites se assim quisermos está disponível para o hóspedes (com custos) um magnífico jantar marroquino. Aconselho a experimentar pelo menos uma vez. MUITO BOM!!!

E por falar em comida e tendo em conta que não comi uma única vez mal em Marrocos e em qualquer restaurante que fui. Destaco a melhor refeição de todas. Foi a que comi tendo as  estrelas como tecto no meio do deserto e preparado pelos berberes!

Estando em Marraquexe podemos começar pela emblemática praça Djema el Fna.

(Se possível visitem-na a diferentes horas do dia)

Desde a calmaria da manhã até ao rebuliço da noite vale a pena presenciar. Com o calor do dia a acontecer os locais só vão para a praça quando o sol se está a pôr! E começa a animação, que é diária!

Podemos encontrar nesta praça desde um senhor com uma balança à frente, onde os locais se vão pesar a troco de uma moeda, até aos dançarinos das tradicionais danças árabes a exibirem-se ou os encantadores de serpentes que com as suas flautas nos tentem encantar a nós em troco de uma moeda. A praça é rodeada de restaurantes e esplanadas. Sugiro que à noite escolham uma mesa numa das esplanadas na parte de cima de um dos restaurantes da praça.

Este slideshow necessita de JavaScript.

É também desta praça que saem as chaleches que nos levam a passear entre as possíveis ruas dentro da Medina e a conhecer “Marraquexe” fora da Medina.

A paragem de táxi também a encontramos à saída da praça. Um dos locais onde também nos deixam quando andamos de táxi fora da Medina! E quem se queixa dos táxis (taxistas) mais antigos em Portugal tem que ir a Marrocos e nunca mais tem queixas.

Não esquecer que tudo tem um preço que deve ser negociado. No meu caso perguntei no Riad qual seria o preço aceitável para um passeio de 2 horas numa caleche. Sabendo isso, foi fácil negociar com o rapaz.

Este slideshow necessita de JavaScript.

No próprio Souk ou “Marché Berbère” fui aldrabada e bem aldrabada e ainda após negociar o preço. É que mais à frente acabei por descobrir o mesmo que havia comprado a metade do preço e ainda sem ser negociado.

Fui aldrabada mas estive num mercado que me despertou todos os sentidos. E por isso mesmo voltarei a visitá-lo um dia!

Tudo o que são especiarias, doces – e a propósito os doces marroquinos são deliciosos – peles, madeiras, tapetes, artesanato e artefactos, café e chá, roupas e sapatos tradicionais podemos encontrar no Souk o que nos deixa um pouco perdidos. É muita oferta. O ideal é tirar mesmo umas horas para o visitar porque não é pequeno.

Como já sabia o que queria comprar foi mais fácil. Sugiro que pensem mais ao menos o que pretendem comprar antes de irem. E tenham em conta que há vários espaços com várias pessoas que vendem exatamente o mesmo só que a preços diferentes.

E os vendedores marroquinos são insistentes (bastante). Mas fazem-me rir porque não tenho jeito nenhum para negociar e sei que eles percebem isso!

Este slideshow necessita de JavaScript.

O lindo “Palais de la Bahia” (que significa Brilho) onde é o estilo marroquino e o andaluz que domina o espaço. A arquitectura mourisca!  Tem uma área de 8.000m2 com jardins, também composto de salas e pátios interiores todos interligados entre si e onde os azulejos em cor amarelo, branco e azul se interligam com o típico padrão marroquino cor de esmeralda.

Para mim foi o mais bonito que vi em Marraquexe!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Podemos visitar a lindíssima “Madraça Ali Ben Youssef” que é anexa à Mesquita Ben Youssef. Uma “madraça” é uma escola islâmica. Era aqui que os estudantes decoravam o Alcorão, aprendiam matemática e história. Local importante para se perceber a arquitectura mourisca.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O “Mellah” que é a área dentro da Medina onde os judeus residem! Onde também se encontra os Túmulos Saadianos que em francês são os chamados Tombeaux Saadiens. Um mausoléu onde estão sepultados cerca de 60 pessoas da Dinastia Saadiana que data o Sec. XVI e XVII e é olhado como uma jóia da arquitectura do Património Mundial da Unesco!

Este slideshow necessita de JavaScript.

La Koutoubia – a maior mesquita de Marraquexe com o seu minarete que se vê de muitos locais ao redor de Marraquexe. É o edifício mais alto da cidade (69 metros). E sabem a origem do nome? La Koutoubia deriva do árabe al-Koutoubiyyin que significa bibliotecário. É que ao redor da mesquita no passado havia um local comercial e era onde os vendedores de manuscritos se encontravam para os vender!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Visitar o lindíssimo Jardim Majorelle tendo como criador Yves Saint Laurent que após anos de abandono decidiu compra-lo em 1980. YSL que tinha uma paixão por Marraquexe! O seu azul forte que ficou conhecido como Azul Majorelle dão o tema a este jardim botânico! Dizem que muitas vezes foi buscar inspiração a este jardim para a criação das suas colecções.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Já vos disse que comi bem em qualquer restaurante desde os mais simples até aos mais elaborados. Nos que foram escolhidos e nos que entrei ao calhas, até aos que eu já tinha reserva feita antes de ir. Todas as refeições que comi foi de comida marroquina.

Vou destacar no entanto 3 restaurantes e os dois primeiros são dentro da Medina.

Começo com o Dar Essalam. Só com as belezas das salas que compõem o restaurante já não precisava de comer nada. Mas comi, e bem, com uns empregados muito simpáticos e animados!

É um restaurante 2 em 1 para além de comermos temos uma bailarina que aparece no decorrer do jantar e faz a dança das velas, outra que vem e faz a dança do ventre  e também temos um pequeno espectáculo musical de música tradicional marroquina em que os músicos interagem com o público proporcionando um ambiente bem disposto a todos os que jantam.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Zeitoun Café que dá mesmo para a praça Djema el Fna é um restaurante ideal para se jantar ao som das luzes, cheiros e ambiente da animada praça. Mesa na esplanada da parte de cima é imprescindível porque vemos a praça toda. A comida marroquina em geral é deliciosa mas as suas variadas Tagines e as saladas marroquinas são qualquer coisa de especial !

O famoso e visitado “Grand Cafe de la Poste” onde a comida é especialmente francesa com alguma influência marroquina. O espaço é muito bonito e foge do padrão tradicional marroquino. ( aceitam reservas o que eu aconselho.)

E deixo uma dica gastronómica que podemos fazer facilmente em casa. Eu como uma por dia. Numa laranja descascada e cortadas às fatias experimentem salpicar por cima com pó de canela e ao lado colocar umas folhas de hortelã!? É assim que em Marrocos servem as laranjas e que saboroso fica!!!

marrocos1

Depois digam o que acharam…

E saindo de Marraquexe começa outra aventura. E o próximo destino é o Deserto de Zagora. Vamos fazer o Alto Atlas e chegamos até aos 2260m de altitude e que frio que estava!

Contratei um guia local para me ir buscar ao Riad e correu muitíssimo bem!

http://www.saharatours4x4.com/en/

Fizemos a conhecida e serpenteante estrada Tizi N Tichka que liga Marraquexe a Quarzazate.

marrablog85

É uma estrada destinada a transpor a cadeia de montanhas na cordilheira do Alto Atlas. Especialmente conhecida por ser bastante pitoresca porque nos proporciona umas vistas panorâmicas muito bonitas para a cordilheira do Atlas e a visita a pequenas vilas berberes ao longo do percurso!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Chegamos a Ait Ben Haddou onde não só podemos como é obrigatório visitar o famoso Kasbah. Neste caso especial declarado Património Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1986. É de uma beleza única! E quem é fã de cinema fácilmente o reconhece dos filmes como A Jóia do Nilo ou O Gladiador o Obelix, A Múmia ou até Sahara! Nas imediações podemos assistir ao “dia à dia” de quem vive na zona.

                Kasbah é o nome que se dá às cidadelas cercadas por muros ou muralhas                                     existentes em várias cidades árabes do Norte de África!

Este slideshow necessita de JavaScript.

E chegamos à entrada do Deserto de Zagora e o nosso meio de transporte deixa de ser um jipe 4×4 e passa a ser na mesma outro 4×4 mas que se chama camelo e Bob Marley era o nome do meu camelo e é em cima dele que sigo até ao acampamento nómada. Um pequeno oásis no meio do deserto!

Este slideshow necessita de JavaScript.

E o acampamento é composto de várias tendas nómadas com camas, outra tenda maior a fazer de sala e uma casa de banho comum (homens e mulheres separados) e onde a água para o banho sai quente que se farta o que me levou a perguntar – Como é que eles aqueciam a água dos banhos? Até perceber que era o calor do deserto que aquecia a água do reservatório.

Este slideshow necessita de JavaScript.

E não é que o sol aquecia muito bem não só a água como nos aquecia MUITO BEM a nós! Curiosamente as tendas não eram nada abafadas e ao fim e do dia começava a refrescar. À noite debaixo das estrelas sabe até bem um agasalho!

Os meus anfitriões foram dois jovens senhores Berberes (nómadas) e um gato. Falavam num francês perfeito connosco e num dialecto B

erbere entre eles. Não falavam Inglês mas percebiam bem. Como eu não falo fluentemente francês mas também percebo, foi curioso. Eu falava inglês e eles francês e entendemos-nos muito bem. 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Sendo eles jovens eu perguntei-lhes o que queriam/sentiam por levar a vida que levam?

Foi curiosa a resposta deles.

Dizem eles, que como não conhecem outra vida fora do deserto para além da vida que levam e como foi no deserto que crescerem e sempre viveram não sentem a falta de muito mais. Embora me tivessem feito perguntas que só quem tem curiosidade por um mundo que não conhece bem as faz. Interessante. Fiquei a pensar no que disseram!

Assistir ao pôr do sol e ao nascer do sol no deserto tem qualquer coisa de especial. E acreditem os camelos são boa companhia!

Este slideshow necessita de JavaScript.

E assistir ao pôr do sol enquanto bebemos o famoso chá de menta marroquino, tradicionalmente servido a quem os visita tornou a experiência ainda mais mágica…

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

E como cozinheiros excepcionais que foram a melhor Tagine que comi foi feita por eles e de manhã ao pequeno almoço comer o pão caseiro que dá pelo nome de Tafarnout e que eles fazem na altura para nós. FOI MUITO BOM !!

Continuando estrada fora,

marrablog113

Conhecemos Draa Valley. Seguimos o caminho do Rio Draa, o mais longo de Marrocos que atravessa todo o país. Chega à Mauritânia e acaba no Oceano Atlântico.

Este slideshow necessita de JavaScript.

E o Anti Atlas que parece inóspito mas lindo até vermos um autocarro ao longeeee… 

marrablog153

E chegarmos a Ouarzazate que com o seu centro histórico e alguns oásis, como o Oásis Fint, é local de paragem para quem entra ou sai do deserto. Acolhedor, segura e rodeada de montanhas. Nas imediações temos uns conhecidos estúdios de cinema que podem ser visitados.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Aproveitamos e já que estamos no meio de locais que só os locais conhecem “agarramos” a dica e vamos à procura do Ouro Marroquino e quem diria que o “ouro marroquino” é mundialmente reconhecido devido às suas propriedades benéficas.

Falo no Óleo de Argão!

Um óleo natural usado em muitos produtos de beleza para o cabelo ou para o rosto e que só se encontra em Marrocos e é de Marrocos que é exportado para o resto do mundo. E como o óleo é raro por ser produzido de forma manual tendo em conta que provém de umas pequenas “nozes” de uma árvore que tem o nome de Argania Spinosa.

Levaram-me até a umas senhoras locais que fazem esse trabalho e que não se importaram que eu estivesse por perto a assistir!

Apreciei o trabalho das senhoras como regressei a casa com uma simpática remessa de óleo no seu estado mais puro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

E ainda mais. Nós ainda não sabemos muito bem, mas eles já sabem que o óleo de Argão é muito rico em Ômega 3 e por isso utilizam também na culinária e não é que eu comi uma tagine preparada com óleo de Argão. Mas que luxo! 🙂

E um dia, volto de certeza. Até breve Marrocos!!!

blogmarra5



 

From Marrakesh to the desert, you can stay overnight in a nomadic Berber camp with friendly Berbers hosts. I stayed for 5 nights at a location between Marrakesh and the Zagora Desert.

I begin by saying that Marrakech is a very rich city that offered traditional experiences to those who visit.

The Medina, founded in 1070, is listed as part of UNESCO’s World Heritage of Humanity locations, since 1985. This makes the city of great international importance to the world – nowadays and in the future

                    Medina, for those who don’t know, is the oldest part of the city                                                            and is fortified  ( that is surrounded by a wall).

The Moroccan people are very friendly, although at first it might not seem like it.

In Marrakesh we are able to choose from the usual hotels and some award-winning ones (up to the Riad’s). A Riad is a traditional house (or palace), usually located within the historic town centers. In Marrakesh, the Riad’s are located in the Medina. Architecturally, they are closed on the outside, but always have an open-air courtyard  that functions as a garden – usually with a fountain and one tree, and rooms facing the courtyard. Many of these Riad’s have been transformed and prepared to welcome guests while retaining its traditional features.         

                                         Do you know what the word Riad means in Arabic?                                                                                             The answer is Garden!

Within the Medina, we can find the famous Djemaa el Fna square, which is the ‘heart’ of the city, the place where everything happens. And there are some really surreal things happening worth seeing.

It is also within the Medina that we find some of the most important monuments, the Riad’s, restaurants and the Souk.

                                     Souk’s are the traditional markets of North Africa.                                                                           And the one in Marrakesh is fabulous!

Losing ourselves inside the Medina is common, but the trick is to follow those who seem to know the alleys (we’ll probably get somewhere interesting).

Este slideshow necessita de JavaScript.

As accommodation goes, I chose a nice and traditional Riad inside the Medina – although there are dozens of them to choose from. I came across a hard choice, as prices vary exactly like hotels prices – there are Riad’s for all prices and tastes. I based my choice on location, photos and comments I read – it being close to the famous Djemaa el Fna Square and Souk was a priority.

marrocos9

I asked the Riad management team, when I made the reservation, to get me from and to the airport and I’m glad I did. There are few streets in the Medina where cars can be driven on. Eventually, it gets to the point where cars can no longer travel on, as we’re in the middle of alleyways. It took me a few tries to memorise the path to the Riad.

And how beautiful is a Riad, eight rooms (4 bedrooms and 4 suites). Called Riad Le Rihani, we were very well received and treated by everyone. My suite was the ‘Douria’.

http://www.riad-rihani.com/

Este slideshow necessita de JavaScript.

I can’t fail to mention that the Chef really knows what he’s doing. Every evening, if you want it, a magnificent Moroccan dinner is available for guests (at a charge). I advise you to try it at least once – it really is good.

Speaking of food outside the Riad, I didn’t eat poorly once in Morocco – in any of the restaurants I went to. The best meal of all was the one I ate under the stars in the middle of the desert, prepared by the Berbers.

When in Marrakesh, a good place to start sightseeing is the emblematic ‘Djemaa el Fna Square’ (and if possible visit it at different times of the day). From the early-morning lull to the night hustle, it’s worth experiencing this place in each one of its states. Usually locals will get to the square when the sun is setting, starting the daily animation.

In this square we can find everything, from a gentleman offering to weight people, to traditional Arabic dancers exhibiting their skills, or even the famous snake charmers (who with their flutes try to enchant us in exchange for some money).

The square is surrounded by restaurants with terraces. I suggest that, in the evening, you choose a table on the terraces at the top of the restaurants. For lunch or coffee the ground floor is the best option.

Este slideshow necessita de JavaScript.

It is also in this square that the carriages travelling inside (and outside) the Medina leave from, they take us to know the  “Marraquexe” outside the Medina – it’s really interesting to do that.

You can find taxi stops in this square, as well as around the it – whoever complains about the oldest taxis (and taxi drivers) in Portugal has to go to Morocco. Do not forget that everything has a negotiable price. In my case I asked the locals working in the Riad what would be the acceptable price for a two-hour carriage ride – knowing this, it was easy to negotiate with the boy.

Este slideshow necessita de JavaScript.

In the Souk Square (or ‘Marché Berbère’), I was schooled and well scammed – even after negotiating the price. It was only later that I discovered the same thing I had bought before at half price (without even negotiating). I was cheated in the market that woke me up every single way – that’s why I’m going to visit it again one day.

Everything that is spices, sweets (Moroccan sweets are delicious by the way), furs, wooden objects, handicrafts and artefacts, coffee and tea, traditional clothes and shoes can be found at the Souk – which can leave us a bit lost at times. It really does have lots of offer. The ideal is to take a few hours to visit it completely, because it is not a small place.

But since I already knew what I wanted to buy, it was easier for me. I suggest that you think about what you intend to buy before you go, and keep in mind that there are several spaces with multiple people selling exactly the same thing (at different prices). Also remember that Moroccan sellers are insistent. At the end of the day they made me laugh because I know they realized that I don’t know how to negotiate.

Este slideshow necessita de JavaScript.

You can also visit the ‘Palais de la Bahia’, which means brightness – I felt as if the structure really does shine. Here, we can once again see that the Moroccan Andalusian style dominates the space. It has an area of ​​8.000 square meters, with a garden and rooms facing the different interior courtyards, that are all interconnected with each other. You will find that the beautiful tiles in yellow, white and blue color intertwine with the typical moroccan emerald color that makes up the floor. From my own perspective, it is the most beautiful space in Marrakech.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Within the Medina we can visit the beautiful ‘Ali Ben Youssef Madrasa’, which is attached to the Ben Youssef Mosque – a ‘madrasa’ is a college for Islamic instruction. It is here that students memorise the Qur’an, learn math and history. It is an important place to visit if you’re interested in Moorish architecture.

Este slideshow necessita de JavaScript.

The ‘Mellah’ is the area within the Medina where the Jews reside. Here we can visit the ‘Saadian Tombs’ – which in French are the so-called Tombeaux Saadiens. A mausoleum where 60 people from the Saadian Dynasty (dating from the 16th and 17th centuries) are buried. This location is regarded as an architectural jewel of the UNESCO World Heritage list.

Este slideshow necessita de JavaScript.

‘La Koutoubia’ – the largest mosque in Marrakech – has a minaret that can be seen from many places around the city, as it is the tallest building in it – 69 meters to be exact. You know what characterizes this space? The origin of the name is derived from the Arabic al-Koutoubiyyin which means librarian and ‘La Koutoubia’ was once  surrounded by manuscript sellers!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Don’t forget to visit the beautiful ‘Garden Majorelle’, created by Yves Saint Laurent – who after years of abandonment decided to buy it in 1980. Saint Laurent had a passion for Marrakech – the strong blue, that became known as Majorelle Blue, is the theme of this botanical garden. It is said that the fashion designer often sought inspiration from this garden for the creation of his collections.

Este slideshow necessita de JavaScript.

As I told you, I ate really well in any restaurant I went to – from the simplest to the most elaborate ones. Both those that were carefully chosen and those that I entered through the back doors, blew my mind. All my meals consisted of traditional Moroccan food. I’ll highlight three meals I had, with the first two being within the Medina.

I’ll start with ‘Dar Essalam’. Just the beauty of the rooms in restaurant make the trip there worth it, we really don’t need to eat anything anymore.

We can call it a two in one restaurant, in addition to eating we have ballerinas that come out during dinner to perform a beautiful candle dance, alongside a small demonstration of traditional Moroccan music. The musicians interact with the public providing an amazing atmosphere to those eating the amazing food served.

Este slideshow necessita de JavaScript.

The ‘Zeitoun Café’, located at ‘Djemaa el Fna Square’, is an ideal restaurant to dine at if you want to experience the light, smell and ambience of the lively square. A table on the upstairs terrace is a must. In general, all Moroccan food is delicious, but the assorted Tagines they serve and the Moroccan salads are something special.

Lastly, I visited the ‘Grand Cafe de la Poste’ where the food is mostly French, but with some Moroccan inspiration. The space is very beautiful and runs away from the traditional Moroccan standard – they accept reservations which I do advise.

I leave a gastronomic tip to do at home. Something different but very easy to do. I eat one per day at home. In an orange peeled and cut into slices try sprinkling with cinnamon powder on top and put a mint leaf next to it. This is how in Morocco they serve the oranges and how tasty it is !!!

marrocos1
And tell me later if you liked it?

After leaving Marrakech, another adventure begun, my next destination was the Desert of Zagora. I hired a local guide to pick me up from the Riad and it went really well.

http://www.saharatours4x4.com/en/

We travelled along the famous and winding road ‘Tizi N Tichka’ that links Marrakech to Ouarzazate! And we reached up to 2260 m altitude.

marrablog85 

It is a road used to cross the mountain range that makes up the High Atlas. Known for being quite picturesque, the trip provided us with very beautiful panoramic views of the Atlas mountain range. We also managed to the visit a few small Berber villages along the way.

Este slideshow necessita de JavaScript.

We arrived at Aït Benhaddou where we got to visit a famous ‘Kasbah’. Declared a World Heritage Site by UNESCO in 1986. And if you’re a movie fan, it is easy to recognize it from the films like ‘The Jewel of the Nile’, ‘The Mummy’ or even ‘Sahara’. It is a very beautiful sight. In the immediate vicinity we can watch the “day to day” of those who live in the area!

‘Kasbah’ is the name given to the citadels surrounded by walls                                                        that exist in several Arab cities of North Africa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

When we arrived at Zagora, our mean of transport was no longer a four by four jeep, instead we got to ride camels. It was this beautiful animal that took us all the way to the nomadic camp – a little oasis in the middle of the desert.

Este slideshow necessita de JavaScript.

The camp consists of several nomad tents with beds, another larger tent that serves as a living room and a common bathroom (separate for men and women). The shower water was hot, which is led me to ask – how did they heat the water up? Until I realised that the heat of the desert was enough to create hot water.

Este slideshow necessita de JavaScript.

The sun did not just warm the water, it got us quite hot as well. However, at the end of the day the air begins to cool, and at night under the stars it feels good to wear a sweater.

Our hosts were two Berber men and a cat, both the men spoke perfect French (unfortunately the cat did not!). They didn’t speak any English, but they understood quite well. As I don’t speak fluent French, but understand it well, we ended up in a curious situation – I spoke English and they French and we understood each other very well.

Este slideshow necessita de JavaScript.

I asked them how they felt about living the life they lead? Their response was interesting. They said that since they don’t know what a life outside the desert is like, they don’t feel as if they are missing out on anything. That answer really got me thinking.

Watching sunsets and sunrises in the desert was something special. I would also like to point that camels are good company to keep.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Watching the sunset while drinking the famous Moroccan mint tea traditionally served to those who visit made the experience even more magical …

Este slideshow necessita de JavaScript.

The best Tagine I had in Morocco was made by the desert men, and in the morning (at breakfast) we always ate a type of homemade bread called ‘Tafarnout’ – as well as whatever else they cooked for us. The food was overall VERY GOOD!

Continuing along the road, 

marrablog113

we arrived at ‘Draa Valley’. We followed the path of the ‘Draa River’ – the longest in Morocco (crossing the entire country). The water source reached the Atlantic Ocean just north of  Tan-Tan.

Este slideshow necessita de JavaScript.

We went to the Anti Atlas that seems inhospitable but beautiful until we see a bus in the distanceeeee…

Este slideshow necessita de JavaScript.

where we reached Ouarzazate. Here we can find an amazing historic center and some oasis – such as the Fint Oasis. It is a stopover for those who enter and/or leave the desert. Cozy, safe and surrounded by mountains – absolutely amazing. In the immediate vicinity we have some well-known movie studios that can be visited.

We took advantage of the place we are at to ask the locals about what is called the ‘Moroccan Gold’. This substance is known worldwide for its beneficial properties. I’m talking about Argan Oil, of course. A natural oil used in many beauty products, such as hair or facial products. It can only found in its purest form in Morocco, as it’s from Morocco (and later exported to the rest of the world). The oil is rare because it’s produced by hand – experts remove it from ‘nuts’ that grow in a tree called ‘Argania Spinosa’. They took me to see some local ladies who do this and that didn’t care if I was around to watch.

Este slideshow necessita de JavaScript.

I appreciated the ladies work, and I returned home with a nice shipment of oil in its purest state. Additionally, a little known fact is that Argan oil is very rich in Omega 3, which means it can be used in cooking. We ate some tagine prepared with Argan Oil, and that tagine was a luxury meal on its own.

And one day I’ll be back for sure. See you soon Morocco!

blogmarra5

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s