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A minha incrível viagem à Selva Amazônica no Brasil com o meu amigo o macaco Nicolau!|My amazing trip to Amazon Jungle in Brazil with my friend the monkey Nicolau!

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                                                                                -The same in English after the Portuguese!-

E eu começo por dizer que esta foi uma das minhas viagens preferidas. Foi a minha “A” viagem! E que a Selva Amazónica oferece oportunidades únicas para fotografar!

Durante anos, quando eu falava em ir ao Brasil, eu falava na Selva Amazónica e que gostava de passar uns dias na selva. E estava certa. Não porque o fiz, mas porque foram uns dias que muito me ensinaram e marcaram para o resto da vida.
Depois, eu sei que existem hotéis de 5 estrelas na Amazónia, com todas as comodidades que um hotel de 5 estrelas oferece. Eu queria FUGIR disso.. Queria mesmo a essência da selva! Por isso as comodidades básicas eram mais do que suficientes!
Notem; eu gosto muito de hotéis de 5 estrelas, na verdade tinha saído de um no Rio de Janeiro. Mas numa viagem há espaço para tudo. Por várias vezes já estive num de 4 ou 5 estrelas e no dia a seguir dou entrada num de 3 ou 2 ou mesmo sem estrelas.
Desde que reúna as condições que eu preciso e que eu ache adequado para o local onde vou estar, tudo acontece tranquilamente.
(Até porque não são as estrelas dos hotéis que fazem uma viagem. Uma viagem é muito mais do que isso!)
A viagem desde Manaus, porta de entrada para a Amazónia, até ao local onde vamos ficar, dura cerca de 6 horas. Entre Táxi-Barco, Carripana (carrinha velha) e Canoa! E é um Guia que nos vai buscar ao hotel em Manaus, um nativo, e que nos dá apoio durante os dias na Selva.
Partindo de Manaus de táxi-barco, cruzamos o “Encontro das Águas”  entre o Rio Negro e o Rio Salomão. E vê-se mesmo a a diferença, que tem a haver com a sedimentação das águas, temperatura e até acidez!

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Chegamos a uma pequena vila com um pequeno porto (Careiro da Várzea) só se podendo chegar desde Manaus de barco. É um município 95% fluvial daí provem o nome “Várzea” fácilmente o município inunda, pois todo ele é plano e rodeada por água. Com uma vantagem tem um solo muito fértil. A população é composta por ribeirinhos (pessoas que vivem ao longo do rio em casas de madeira construídas em cima de estacas).
Aqui, já nos começamos a sentir parte da selva, chegamos à segunda porta de entrada para a Selva Amazónica. Local de compras, onde alguns nativos se vem abastecer. Inclusive no meio do rio, há barcaças “Posto de Gasolina” ou barcaças “Lojas de Conveniência” para os nativos não precisarem de ir a terra abastecerem-se!

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A carripana, onde cabe sempre mais uma pessoa, mete-se por uma estrada interior mas que nos proporciona umas paragens  ao longo do caminho por pequenas vilas! E  passaram 5 horas desde que saímos de Manaus.
Já lá vão 1.30h de estrada e não vemos ninguém, nem carros, nem casas, nada!
 E chegamos ao Rio Tupana, e já só falta 1 hora de canoa motorizada até ao local onde vamos ficar que só tem acesso por canoa. E ESTAMOS DENTRO!!!
Acomodamos-nos na canoa o melhor que pudemos e eu já tenho a consciência que a civilização como a conhecemos ficou para trás. Já à algumas horas que não temos rede nos telemóveis e assim continuou durante toda a estadia.
Só fazer o percurso pelo rio para chegarmos ao nosso destino final já valeu a pena! Lindo! Lindo! Lindo! O rio é de água negra e tranquilo corre a 1 km por hora! Parece um espelho! (Como podem ver em algumas fotos o reflexo na água é deslumbrante.)

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E chegamos ao Tupana Lodge, onde vamos ficar por uns dias! Num bungalow sobre estacas, básico, sem vidros, mas com mosqueteiras. Se olharmos conseguimos ver a terra pelas frestas no chão o que quer dizer que durante a noite ouvimos os rastejantes a passear! E todos os sons incríveis dos animais da selva. Sem luz, excepto de manhãzinha e ao fim do dia (o gerador tinha horas para funcionar)!
Com a água que nos sai das torneiras, negra, é a água pura do rio, riquíssima em minerais, não usei uma única vez um hidratante para o corpo ou cabelo. Sem água quente na casa de banho, mas a água do rio é quente.
E o Tupana Jungle Lodge foi de longe a melhor escolha. Fomos muito bem recebidos por todo o staff!

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Incluído também tínhamos um macaco assanhado à solta, Nicolau é o seu nome. Que aparecia e desaparecia conforme lhe apetecia. Uma arara maluca e atrevida, a Nina e um cão, Rex, que gosta de correr atrás das onças! Quando ladrava havia onça por perto!!

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Não sei como vou traduzir para Inglês o que os nativos nos disseram utilizando uma expressão deles de português do Brasil.
“Selva, não é para pessoa com frescuras!” E está correcto!
A comida era confecionada pelos locais e confesso que era deliciosa. Especialmente feita com produtos locais, peixe do rio, (piranhas também) as próprias galinhas, frutos, sumos e sobremesas também feitos com frutas locais!
(Até as Caipirinhas eram locais, pelo menos a simpática rapariga que as preparava à noite para nós era local)
Os nossos dias eram passados com caminhadas ainda mais para o interior da Selva, onde chegamos a pernoitar uma noite, numa rede com uns ramos por cima a fazer de tecto. Passeios de canoa para pescar piranhas ou passeios nocturnos para ver crocodilos.
Assistimos a maravilhosos Pôr do Sol. Acordamos a meio da noite e fomos pelo meio do rio de canoa passear com a via láctea visível para nós, a ouvir o silencio ensurdecedor dos animais da selva a acordarem enquanto esperámos que o sol nascesse. Enquanto os Botos (golfinhos do rio cor-de-rosa) brincavam à volta da canoa. Confesso que foi uma das melhores sensações que tive na vida!

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Visitamos a casa de uma nativa. A D.Teresinha (uma ribeirinha) que orgulhosamente nos convidou a entrar na sua casa e tanto nos ensinou acerca da vida, e de como eles vivem!

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Quando fazemos as caminhadas por locais tão densos que não se via o sol, aprendemos muito. Plantas, quais  as usadas para se curarem, e as que se podem comer. Meios de comunicação entre os nativos. Vimos formigueiros do tamanho de um adulto! E nesses passeios éramos acompanhados apenas por nativos locais mais experientes, por exemplo; quem nos levava de canoa conhecia os caminhos entre o rio melhor do que o nativo que nos levava por terra.

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Numa noite em que estávamos a pernoitar na selva. A única luz que havia era a da fogueira para cozinhar o jantar. Ao longe começo a ver uma luz a aproximar-se.
– Mas que raio, quem se aventura a esta hora para aqui?
E de repente, essa luz, passou a centenas de luzes a voarem à nossa volta. Eram centenas de pirilampos que iluminavam a selva!!
Reparem que não podíamos andar sozinhos para além de um perímetro estabelecido – Ainda bem, caso contrário ainda estava por lá perdida! – Podíamos nadar no rio, mas também só à frente do lodge! Quando passeávamos sozinhos de Caiaque é que me aventurava um bocadinho mais, porque não via grande problema. A única forma de comunicar com o exterior era por radio amador (quando o gerador não ia abaixo) ou por canoa. Por isso tínhamos que ter alguns cuidados e estar atentos.

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Foram umas férias de luxo com um “dolce far niente” também. Onde há tempo para tudo do que só a nossa Mãe Natureza nos pode proporcionar num local onde eu voltava já amanhã e levava quem quisesse vir comigo!

É a Selva Amazónica, o Pulmão do Mundo!
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I‘ll start by saying that this was one of my favorite trips. This was “the” trip for me! And that the Amazon Jungle offers unique opportunities to photograph!
For years, when I talked about going to Brazil, I spoke about the Amazon Jungle and how I wanted to spend some days there. And I was right – because those few days taught me a lot and scared me (in a positive way!) for life.
Note; I really like 5-star hotels, I had actually just stayed in one in Rio de Janeiro. But while traveling, there is a time and a place for everything. I’ve stayed in 4 or 5-star hotels several times, only to check in at a 3 or 2-star hotel the very next day – to be honest I’ve stayed at hotels with no stars before. As long as it meets my basic conditions of suitability, everything is absolutely fine.
(This is especially true because it’s not the number of stars a hotel has that make a trip amazing – traveling is so much more than that!)
 
The journey from Manaus, the first gateway to the Amazon, to the place where we stayed at, lasts about 6 hours – this time is divided between a taxi boat, a carripana (old van) and a canoe. And it is our guide that picks us up from the hotel in Manaus, a native that gives us support during our days in the Jungle.
Departing from Manaus by taxi boat, we first cross an aquatic are called the “Meeting of the Waters” between the Rio Negro and the Solomon River. And you can clearly see the two different rivers – this happens due to the very different sedimentation of the waters, temperature and even acidity!

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We arrived at a small village, called Careiro da Várzea, with a tiny port – you can only get here from Manaus by boat. It is a municipality that floods quite easily because it only consists of plains, surrounded by water. This area does have the advantage of a very fertile soil. The population is mainly composed of what are called riverside people (people living along the river in wood houses built on stakes) 95% of this area is water.
And here, we finally began to feel as though we were entering the jungle, we had arrived at the second gateway to the Amazon Jungle. A small shopping place, where some natives go to stock up on basic necessities. We saw a floating gas station, as well as convenience stores, in the middle of the river – so that the natives don’t need to go ashore!

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The “carripana” is driven through secondary roads, providing us with stops along the way at a few different small villages. It’s now been five hours since we left Manaus. I remember we drove for about an hour and a half, without seeing anyone or anything – no people, no cars, no houses, nothing.
Finally, we arrive at the Tupana River and there is only 1 more hour to go – this last bit is done in a motorized canoe. The place we stayed at can only be accessed by boat. As we started to move further, we finally saw that WE WERE IN THE AMAZON JUNGLE!!!!
We settled in the canoe the best way we could, and I felt that civilization, as we know it, was behind us – it had already been a few hours since our mobile network had died.
Just the journey through the river made all those traveling hours worth it. Beautiful! Beautiful! Beautiful! The river has black water and is incredibly quiet – running at only 1 km per hour. It looks like a mirror!(as you can see in some photos the reflection in the water is stunning.)

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Finally, we arrived at the Tupana Lodge, where we stayed for a few days, in a bungalow on stakes – a very basic place, without any glassed windows (just mosquito nets). In our rooms, we could actually see the ground through cracks in the wooden floor, which meant that during the night we heard everything that crawled on the leaves. There was no electric light, except during the early morning and at the end of the day. The running tap water is darkened, as it is the actual water from the river – very rich in minerals, such that I didn’t need to use moisturizer once (for my body or hair). There is also no hot water in the bathroom, but the river water is warmish. 
The Tupana Jungle Lodge was the best choice ever. We were very well received and treated by all the staff!

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At the lodge, there was a monkey, named Nicolau, on the loose, a crazy and daring macaw, named Nina, and a dog called Rex – who likes to chase after the Jaguars, which meant that when he barked there was a jaguar nearby.

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I don’t know how to translate what the natives told us into English, but it was roughly something like this:
“The jungle is not a place for people with ‘frescuras’ (meaning fears)!”
The food at the lodge was cooked by locals and I confess that it was delicious. Especially, because it was made with local produce, including fish from the river (piranhas too), self-grown chickens, fruits, juices, and desserts (also made with local fruits).
(Even the Caipirinhas were local, or at least the friendly girl that prepared them at night for us was a native)
Our days were spent walking through the jungle, where we also spent the night in a hammock, underneath a barely there roof. Canoe trips to fish piranhas or nocturnal walks to see crocodiles were also part of our days.
We watched a wonderful sunrise. We woke up in the middle of the night and canoed to a large open area middle of the river – canoeing with the milky way visible right above us, listening to the deafening silence of the jungle animals waking up as we waited for the sun to rise, all the while the Boto’s (pink sweet water dolphins) played around the canoe. This was one of the experiences I’ve ever had in my life!

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During our time in the jungle, we also visited the home of a native Miss Teresinha (a Riverside woman) who proudly invited us into her home and taught us so much about her life, and how she (and many other natives) live.

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When we hiked at places with vegetation so dense we couldn’t see the sun, we learned a lot. We learned which plants are used to heal, and which can (or cannot) be eaten. We also learned about the different means of communication among the natives within the jungle. We saw impressive anthills, that are the actual size of an adult.  During these tours, we were accompanied only by the most experienced local natives. For example: whoever drove the canoe knew the different river pathways better than the native that toured us on dry land (and vice-versa).

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During the night we spent in the jungle (sleeping in a hammock), the only light we experienced was that of the fire to cook dinner. And then suddenly, in the distance, I began to see a light approaching us. I asked myself:
 “What the hell, who’s here at this hour?” 
That light turned out to be hundreds of fireflies that illuminate the jungle at night!
It is important to notice that we couldn’t walk alone beyond an established perimeter. Which is a good thing, otherwise I would still be lost today! We could swim in the river, but just in the area directly facing the lodge. However, when took the kayaks out on our own, I’d venture a little further – I didn’t see much of a problem with that. The only way to communicate with the rest of the world was with a beatdown radio – obviously, only when the electricity generator was on). So we had to be careful, if something happened we couldn’t call for help!

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It was a luxury vacation with a “dolce far niente” as well – meaning that with enjoyed the luxury of doing nothing. Only our Mother Nature would ever give us a place, to which I would return tomorrow and take anyone who wants to come with me – it’s the Amazon Rainforest, the Lung of the World!
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